Google Meu Negócio para negócio local: o que preencher e o que ignorar
É o ativo local mais subaproveitado e o mais fácil de estragar sem perceber.
Para um negócio local, o perfil do Google costuma gerar mais contato direto que o site — e recebe uma fração da atenção. É gratuito, leva uma tarde para configurar direito e é o primeiro resultado que a pessoa vê quando pesquisa pelo seu tipo de serviço na sua cidade.
O que decide tudo: NAP consistente
NAP é a sigla de name, address, phone — nome, endereço e telefone. A regra é chata e é a mais importante: esses três dados precisam estar escritos exatamente iguais em todo lugar onde o negócio aparece. Perfil do Google, rodapé do site, redes sociais, diretórios, catálogos de convênio.
“Exatamente iguais” inclui a abreviação. “R. das Flores, 120 – Sala 3” e “Rua das Flores, 120, sala 3” são a mesma coisa para você e podem ser dois negócios diferentes para um algoritmo que cruza dados de dezenas de fontes.
O que preencher, em ordem de impacto
- Categoria principal. É o campo mais determinante do perfil inteiro. Escolha a mais específica que descreva o que você faz — “clínica de fisioterapia” em vez de “clínica”. A categoria principal pesa muito mais que as secundárias.
- Horário real de funcionamento. Inclusive feriado. Perfil que diz aberto com a porta fechada gera avaliação de uma estrela por um motivo que não tem nada a ver com a qualidade do serviço.
- Serviços, com descrição. Cada serviço listado é uma chance de casar com uma busca específica.
- Fotos próprias. Fachada, recepção, sala de atendimento, equipe. Foto de banco de imagens é reconhecível e derruba a confiança na hora.
- Área de atendimento, se você vai até o cliente.
- Link para o site, apontando para a página inicial — e, se o perfil for de uma unidade específica, para a página daquela unidade.
O que dá para ignorar sem prejuízo
- Postar todo dia. As publicações do perfil têm alcance modesto e expiram. Uma por mês, com informação real, resolve.
- Encher de categorias secundárias. Categoria que não descreve o que você faz confunde em vez de ampliar.
- Produtos, quando você vende serviço. O campo existe, mas raramente muda alguma coisa fora do varejo.
- Perguntas e respostas plantadas. Dá para responder as reais; fabricar pergunta é perda de tempo e fica evidente.
Avaliações
Pedir avaliação a quem foi atendido é permitido e é a coisa mais eficiente que existe nesse canal. Comprar avaliação, não — e o padrão é detectável: várias notas máximas em poucos dias, de perfis sem histórico, com texto genérico.
Responda todas, inclusive as boas, com uma frase. E principalmente as ruins: a resposta não é para quem reclamou, é para as próximas cinquenta pessoas que vão ler. Uma resposta calma a uma avaliação injusta convence mais que dez elogios.
Se a avaliação viola as políticas — é de alguém que nunca foi cliente, contém ataque pessoal ou dado de terceiro — dá para solicitar a remoção. Se é só uma opinião negativa, não dá, e insistir só desgasta.
Para profissão regulamentada, atenção redobrada
A descrição do perfil e as respostas às avaliações são publicidade, e valem as mesmas regras do conselho de classe que valem para o site. Superlativo na descrição do perfil é superlativo. Resposta que confirma um resultado de tratamento é divulgação de resultado.
Vale conferir o que cada conselho exige em criação de sites por segmento — as regras não mudam por estar em outro canal.
A ligação com o site
Os dois se sustentam. O perfil aponta para o site; o site precisa trazer o mesmo NAP no rodapé de todas as páginas e, idealmente, marcá-lo em dados estruturados para não deixar dúvida sobre qual endereço é o oficial. É a parte mais barata do trabalho e a que mais gente pula.
Veja também: marketing digital para negócio local e os demais artigos.