Criação de Sites por Segmento

O que muda no site de um médico, de um dentista, de um advogado e de uma empresa de limpeza — e por que a mesma estrutura não serve para os quatro.

Um site não muda de segmento para segmento só no visual. Muda no que pode ser dito. O médico pode informar o valor da consulta desde 2024; o dentista não pode. O dentista não pode publicar antes e depois; a empresa de higienização vive disso. O fisioterapeuta só pode publicar preço em área com login e senha — o que é um requisito de arquitetura, não de redação.

Cada página abaixo parte da norma que rege aquele segmento, lida na fonte, e termina no que ela significa em decisão de projeto. Todas fecham em um caso real do nosso portfólio.

  • Médicos e Clínicas

    Resolução CFM 2.336/2023

    A resolução em vigor desde março de 2024 liberou coisas que a anterior proibia — preço de consulta, por exemplo. Site construído sobre a regra antiga perde conversão à toa.

  • Dentistas

    Código de Ética Odontológica (CFO)

    Antes e depois e preço, que o CFM liberou para médicos, seguem vedados na odontologia. Tratar “saúde” como um bloco só é o erro que expõe o cliente.

  • Advogados e Escritórios

    Provimento 205/2021 (OAB)

    Marketing jurídico digital e anúncio pago são permitidos. Honorário, promessa de resultado e caso concreto, não. O site vive dessa tensão.

  • Fisioterapeutas

    COFFITO 424/2013 e 532/2021

    Valor de sessão não pode ser anunciado em nenhuma mídia — no site, só em área restrita com login e senha. É requisito técnico, não recomendação.

  • Higienização e Limpeza

    Sem conselho de classe

    Aqui a prova visual é livre e é o que fecha o serviço. O projeto inteiro gira em torno dela — o inverso de um site de saúde.

  • Manutenção e Pintura Predial

    Venda B2B com decisão coletiva

    Serviço de alto valor, decidido em assembleia e por comparação de propostas. O site é material de defesa do síndico, não vitrine.

  • Massoterapia e Terapias Integrativas

    CDC e limites de competência

    Sem conselho para dizer o que pode, valem o Código de Defesa do Consumidor e a fronteira com as profissões de saúde regulamentadas.

Por que separar por segmento e não por serviço

Quem procura “criação de sites” está pesquisando fornecedor. Quem procura “site para dentista” já sabe que quer um site e está tentando descobrir se quem faz entende do problema dele. São dois momentos diferentes da mesma decisão, e o segundo converte muito melhor — porque a dúvida já não é se, é com quem.

É também onde uma agência pequena consegue competir. Disputar o termo genérico é caro e lento. Disputar “site para fisioterapeuta em Florianópolis” é viável quando existe um caso real de fisioterapeuta em Florianópolis para mostrar — e quando o texto demonstra que quem escreveu já leu a resolução do COFFITO.

O que ainda não está aqui

Esta lista cresce conforme os projetos acontecem. A regra que seguimos é não publicar página de segmento sem ter feito um site daquele segmento: sem caso real, a página vira texto genérico, e disso a internet já tem bastante.